São e só
“Solidão é quando o coração, se não está vazio, sobra lugar nele que não acaba mais”. Antônio Maria (a nova referência!).
E como dói...
De uma forma ou de outra estamos envolvidos e absortos nessa prospecção: encontrar alguém que a gente possa cuidar e consequentemente alguém que cuide da gente. Nessas horas vale tudo, dengo no cangote, massagem nos pés, saladinha com amor e sazon ...
Mas como bem foi comprovado na carne de forma empírica, e não só por este nobre porta-voz gonzo guy, e sim por uma legião de caboclos que inclui 97% dos descendentes de Adão. É de lei, se amou, com certeza já rodou, com todo o perdão lexical do trocadilho banal.
Não tem como, um relacionamento é muito a vante de só amor. Se um conglomerado de coincidências não faz recheio, então não dá liga e a massa do bolo não fica firme.
E dói.
Neguinho acha que é o fim do mundo, amarra o bode no primeiro boteco e cai de língua na água que passarinho não bebe.
O tempo vai passando, você jura que nunca mais cai nesse conto do vigário, que vai ser muito mais maduro na próxima, que assim como o jogo de pôquer da sexta, não vai dar all win e que nenhuma fêmea vai levar teu coração. E dá a lógica, a dança dos ciclos bota você na frente daquela beldade, você se apaixona, tem a melhor noite da sua vida, coloca os dvds na mesma estante, deixa uns casacos no barraco dela, não vê o tempo passar e quando se dá conta já é fim-de-semana, já é fim do semestre, já é dezembro, já passou teu aniversário, o dela, as coisas esfriam, você fica na nóia, ela diz que “tá passando por uma fase foda” e que não é agora ...
Nada é para agora quando se tem vinte e poucos anos.
There’s a light that never goes out.
O tempo coloca tudo nos seus devidos lugares, o grande problema é não saber “qual é o seu lugar”. Simples e complexo, como sístole e diástole.
É foda, mas ás vezes é necessário pingar o ponto borrado da caneta-tinteiro do amor. Pingar esse ponto com exclamações fatais, como nas manchetes sangrentas dos jornais populares.
Vem um e diz “Até lá tem muita coisa”.
Põe onde couber, Deus não há de deixar faltar. Talvez isso seja grande agora, grande porque nossos padrões são pequenos.
Bem vos digo, o amor é assim, um beijo, dois beijos, três beijos ... três beijos, dois beijos, um beijo. E fim, e pril, e ponto. Sobem os créditos do que era doce.
Nada como um post atrás do outro e um dia no meio de tudo isso.
Ninguém sabe o dia de amanhã. Há três meses eu tinha certeza de como seria meu ano que vem. Hoje, dia 30 de agosto de 2011 eu só tenho certeza do que eu vou fazer hoje, no máximo amanhã cedinho... Pode ser pra sempre e pode não ser mais. Só não dá para ser pela metade.
O tempo passa e tudo sempre volta a sua normal anormalidade. A gente nunca sabe o dia de amanhã, e no fim das contas, o roteiro aqui é a gente que escreve, com sangue, suor e adrenalina. Quem sabe um dia, a gente não toma um café. Se lá.
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