novesfora

 
« Back to blog

CONCRETO E ASFALTO

   
Bom, beleza aí? Todo mundo pronto aí? ó, desembaça aí, meu! Vamo começar a operação "desembace". Nessa classe só tem embaçado.
(O começo é justamente aqui, minha maldita nostalgia!)

  Bom, o certo é começar sempre pelo começo, mas onde começa o começo confesso que não sei, mas devo afirmar que estou explodindo no paradoxo do "peso/leveza". Tô saudosista, mulecada. Tô pensando muito em um passadinho ñ tão demodê assim. Tô pirando nas minhas músicas de muleque (sabe quando o CPM22 grita alto com seu eu-lírico?). Pior que eu sei de onde tá vindo tudo isso, tá vindo da minha falta de espaço pra ficar brincandinho de Peter Pan.

  Sério. Não tá dando pra brincar mais. Tá tudo rápido,grande, pesado e acontecendo muito freneticamente. Passaram 4 anos, entrou e saiu gente e tudo tá cada vez mais veloz. Sei lá, acho que a significado de "contemporâneo" tá mudando um pouco nesses últimos meses. Eu queria viver por aqui, devagarinho.

  O trampo novo tá sendo um rolê. Pesado. Bom, mas pesado. Estou onde queria e no máximo que dava pra chegar (e sozinho, sem ter que chupar um canavial de rola pra ter chegado). Mas, pesado.
Não vou negar que me bate muito a nóia se eu escolhi a profissão certa, não por não gostar da pluralidade da comunicação, mas pela MEDÍOCRE remuneração e pelo trampo que dá "ser foda" por aqui. Cara, você tá botando a cara no mundo, propagando ideologia e ganhando um salário de fome. Enquanto isso tem um cara fazendo o corre dele e ganhando uma penca de verdinhas. Nada contra cada profissão, mas tudo deveria ter lá o seu valor. Pesado. Muito pesado. No meu (do Marx e do Marcão) utópico mundinho, dava pra todo mundo viver bem de uma forma mais justa, sem pesar mais de um lado da balança.

  Em relação ao meu relacionamento, pesado.
A gente tem uma sintonia do caralho, mas se as ondas e os períodos não reverberam na mesma frequência, fica pesado. Pra mim, são longos 4 períodos de silêncio e escuridão.
Rola meio que um "ela quer abraçar o mundo e eu só queria um abraço". Algo como "uma colcha de retalhos e eu sendo só um retalho na colcha". Vai saber. Não sei de quem é a culpa, talvez seja minha, talvez seja dela. Talvez não seja de ninguém. É atraso, devemos ter nos desentendido com o fuso-horário. E vocês tão ligados, sentimento pesa mais que chumbo, dói mais que pedra no rim. De qualquer forma, gostaria de continuar minha guerrilha emocional com meu peso, tenho muito orgulho do meu artesanato. A insatisafação pode até ser um combustível que a felicidade não é.

  "Quando a gente não tem problema, a gente fica inventando bobeira só pra depois ficar bem", disse-me um sábio poeta contemporâneo que convive comigo. Ouvi, compreendi e aceitei, sem recíproca. Terremotos no Japão, tsunami e a Palestina arrombada e neguinho aqui, achando que a coisa tá preta. É assim, a vida seria uma bobagem sem essas bobagens.

  Nesta, que periga ser a única vida, precisamos de cautela, uns trocados e uns amigos. Só.

Comments (1)

Leave a comment...