DO LADO DE LÁ
Eh saudade.
É saudade ...
O tempo nos prega dessas peças e insiste em nos envolver em seus laços e nós.
No dia 31 de julho de 1988 nascia um grande amigo e aquele que viria a se perder para que repensássemos nossas formas de encarar essa que periga ser a única vida.
Em um segundo muda tudo.
Muda não.
Mudou.
O que era verbo para ser conjugado no futuro, vira pretérito mais-que-perfeito.
De uma forma estúpida, ocasionada por um desses seres estúpidos que temos o desprazer de dividir certos circunstâncias, acabamos aprendendo da maneira mais dolorosa que a vida é um fino fio que pode partir-se a qualquer momento.
Partir não.
Partiu.
Gritamos para Deus e o mundo. Pedimos justiça. E aí, qual foi?
Não foi.
Mas em um país governado por boçais não dá para esperar muita coisa.
Deu a lógica.
Perdemos um filho, um irmão, um amigo...
Ninguém nunca sai ganhando quando há munição na brincadeira.
Em um conglomerado de pessoas que existem só para fazer número, perdemos um grande soldado no exército dos que fazem a diferença.
Pesa,
faz falta...
Quanto a você, Rod, espero que faça o favor de continuar iluminando nossos destinos.
Mesmo com essa dança dos anos. A tua tatuagem está desenhada.
Um dia, em um desses encontros casuais, em todo espaço que cabe naquilo que corriqueiramente chamamos de “eternidade”, talvez a gente se encontre, talvez a gente encontre explicação.
Aniversário não pode passar em branco.
Não passou.
Mentalmente brindamos por todas as lembranças, histórias e sabores que passamos nessa estrada.
Não foi longa, mas foi intensa.