FEITO PARA ACABAR
O passado passa rasgando para bombardear.
É estranho imaginar como está a vida de um monte de gente que em determinada época de nossa trilha foi fundamental, e na dança dos dias, foi bailar em outro canto do salão.
Tudo à deriva, cada um na sua. A vida é isso, um emaranhado de pessoas que entram no barco, te ensinam e aprendem uma dezena de coisas, e, por uma dessas ironias dos astros ou por simplesmente não gostarem da música, vão respirar novos ares em outras embarcações.
Sempre foi assim. Vai e vem, sempre no balanço, com o RH da EU S/A em dia, sai um funcionário, entra outro. Sai um melhor amigo, entra outro.
E o que cada um fez nesse espaço entre um ato e outro do espetáculo? Um continuou no camarote, outro saiu para comprar pipoca e achou a turma certa.
Só não me vem com mixaria. Eu quero é excesso. De gente, erro, dor, foto e de saudade. Foto para provar. Saudade e todo o resto para sentir.
Como já bem disse o grande Nick Hornby, “eu gostaria de ligar para todas estas pessoas que amei e dizer ‘boa sorte e adeus’, e elas então se sentiriam bem e eu me sentiria bem. Todos nós nos sentiríamos bem. Isso seria bom. Ótimo, até”.