FRONT LINE
Um dos meus grandes ídolos passou por depressão esses tempos.
Foda.
Todo mundo passa por uma dessas.
Essa fuckin life nada mais é que um ninho de mafagafos de momentos. Hora bom, hora uma bela duma porcaria.
Por esses e outros momentos que eu afirmo e atesto em cartório: SÓ A SIMPLICIDADE SALVA.
Vale tudo, caldo de cana com pastel na feira, cobertor, filme e pipoca com a princesa, cervejinha com o progenitor, nascer do sol com o dengo, segredinho com os comparsas, gol em final de Copa Sabin ...
Vai lembrar do quê?
Vai contar o que pra netaiada?
Felicidade é luta diária.
Luta vã e vil.
Segurar um momentinho ruim e se afogar no conhaque por uma noite até vai, Só não vale cair na teia da bad trip.
Xô, uruca.
Xô azia.
Se até o nobre senhor Nenê Altro largou os tarjas pretas, nós também merecemos tal direito.
Tempo e procrastinação.
De um jeito ou de outro, tudo se ajeita. Toma forma e ganha luz.
Fiquem agora com ele.
“Somos muitos. E nossos corações não estão mortos, apenas aprisionados pela frustração, pela falta de esperança e falta de perspectivas. E é tudo uma ilusão plantada pelo Estado. O Grande Irmão não existe. O que existe é o que sai de sua pele quando se corta, seu sangue, sua vida. O que existe é o que pula em seu peito quando se apaixona. Nascemos vivos e temos direito a vida. E o Estado só funciona sobre indivíduos e corações mortos.
Acordem crianças que é hora de inverter o curso dos dias. Vamos quebrar televisões e inflamar bandeiras. Acordem crianças que a aurora aponta o pesadelo dos donos da moral. Vamos queimar as cascas que nos prendem sobre os altares de tudo que eles consideram mais sagrado. Porque tudo isso que nos roubaram não volta mais e esse mundo que nos deixaram é pouco. Merecemos mais. As canções proibidas serão cantadas e a vida em amor deve ser o novo prisma de nossa existência.
Eu luto cotidianamente por uma existência plena, livre, e essa é a minha dança dos dias. Só falta você fazer a sua. Pois na dança dos dias quem manda somos nós, não o Estado, não os governos, não o medo da vida. É hora de morrer para o inimigo que vive dentro de cada um. É hora de viver para cada criança do campo. É hora de declarar para toda nossa vida um estado eterno de felicidade. Eu vou. Eu sou. E espero você.”