Parecia que era minha aquela solidão
E de repente eu senti o vazio preencher todo a metade do copo que ainda restava para eu beber, todas as frestas disponíveis entre o espaço entre meus dedos e meus anéis, colorir as tatuagens que eu poderia vir a fazer um dia ...
Um dia...
Eu dou-me o direito de mesclar esse paradoxo entre medo e paixão de um futuro que está sendo escrito desde anteontem ás 3 e pouco da manhã.
Vamos ser menos abstratos e mais realistinhas, por assim dizer: eu não quero ir embora daqui. Minha grande vontade é gritar muito, muito, mais muiiiiiiiiiiiiiiiiito alto, (algo que nenhum CAPS LOCK possa me auxiliar), e aproveitar que a sacada está desfocada e do alto do décimo andar a vista é muito mais bonita. Ano passado era tudo tão diferente e tão igual ao mesmo tempo, eu queria ir para não mais voltar, hoje( hoje não, depois de amanhã), eu deixo 87% do meu coração que insiste em bater por aqui.
Esse ano que passou foi fodido ( no mais amplo significado que a palavra F O D I D O possa assumir), eu tenho sérios problemas com abstinência de seres humanos, ficar longe dos nomes que eu tenho tatuados não me fazem nem nunca me fizeram muito bem. Talvez esse BOOM de sentimentos um dia ainda acabe coma minha bile.
Tá muito trágico e depressivo?
Tá, Né. Não é esse o intuito não. Talvez hoje tenha me batido uma sobrecarga de saudade e eu não consegui segurar e tive que me despir pro coletivo. Era pra ser uma Ode à toda a felicidade e o respeito que eu sinto pelos meus.
Eu tento na próxima vez,
À priore,
Enquanto eu espero o sono me alcançar, vamos brindar de corações abertos toda a saudade que ainda iremos sentir,
Boa noite, pois amanhã tem gravação ás 8 da matina.